quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Respeito, seu machismo não me define!

Quando o ego de ser HOMEM ultrapassa o significado de respeito, todos sofrem! A princípio as mulheres, logo na próxima esquina os homens que se veem obrigados a seguir a convenção do ser homem.

Se passar uma mulher e não olhar, isso é estranho.

Se não soltar um “gostosa”, esse pit bull é lassy.

Foi pra balada e não catou ninguém, rapaz será que ele é!?

A mulher quis dar pra você e você não quis, ela logo fala, deve ser viado.

No vídeo abaixo feito pela Hollaback, ONG americana que tem como objetivo inibir os casos de intimidação e assédio verbal sofridos por mulheres nas ruas, vocês podem acompanhar a modelo Shoshana B. Roberts que fez um “passeio” nada agradável pelas ruas de Manhattan por cerca de dez horas, vestida com uma calça jeans e uma blusa sem decote (pausa para a roupa, acho que ela queria provocar).




Para quem não sabe, no Brasil existe o projeto “Chega de Fiu Fiu” que daqui a pouco irá lançar um documentário sobre assédios em locais públicos sofrido por brasileiras.

Por fim reflitam se é nesse mundo que você quer viver, se essas são as ideias que querem para seus pequenos, independente do gênero.


Respeito, seu machismo não me define!

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Num mundo de manequins marombadas, quem poderá nos defender?



Foto: Daniela Dacorso/Agência O Globo 

Quando foi que as manequins passaram a ser musculosas e a terem “gomos” nas suas barrigas saradas? Estava eu saltitando pela floresta das lojas de conveniência no centro de Salvador, a famosa Av. Sete, era a sessão de biquíni que me interessava, pois como todo início de verão, nunca estamos satisfeitas com os trajes de banho (estou fútil e esnobe, relevem).

Quando por descuido, meus olhos se deparam com dois manequins na Loja Leader - eu sou do povo - e lá estão aquelas belas mulheres marombadas, com barriga definida, quadríceps imensamente torneados, quase roubei aquela boneca para servir de inspiração com o que não se preocupar na vida.

E de tanto ver, ler e assistir, como não encucar se 4 kg foram acrescidos na balança, se aquele short folgado passou a marcar ainda mais suas pernas, como sobreviver nessa maré de whey protein, dieta sem glúten e vida sem doce. É infeliz pensar que o mundo gira em torno do físico e é ingênuo acreditar que ninguém liga. TODO MUNDO se importa, inclusive a pessoa dos 4 kg, tipo eu.


Há duas semanas ouvi que com 30 anos tudo muda, as preocupações com o físico, as relações amorosas, a nossa percepção de mundo. Espero mesmo que essa maturidade chegue leve e sublime, que essa consciência de beleza passe a não pesar na nossa felicidade e que o mundo pare de pensar nas gramas de comida como referência a capacidade intelectual. 

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

“Porque prendemos se não dá certo?”




Sem Pena” começou a me intrigar pelo título, consigo formular pelo menos dois significados logo de imediato. A primeira e óbvia ideia, era o ato de não ter piedade ou compaixão por outra pessoa, logo na sequência me veio a ideia de não existir uma pena, no sentido de julgamento criminal ou pela falta dele. E logo me veio a ideia de galinha depenada, desprotegida, pronta para ir para panela, o que no fim, seria a mesma síntese da segunda ideia.  

O documentário que optou pelo som muito mais do que o visual, é surpreendentemente real e triste. Não é um julgamento imparcial, o filme me tocou por lidar com gente, é a história de vida de pessoas que enveredaram pela vida do crime ou simplesmente foram pegas para compor as estáticas de preto, pobre e presidiário.

Não sou muito de dar “dicas culturais”, não é a minha praia, pois acho que gosto se constrói não se impõe. Mas “Sem Pena” precisa ser visto, principalmente por quem pede a redução da maioridade penal. São seres humanos, presos como bichos, vivendo amontoados 24h por dia. Numa passagem do filme, um preso diz:

- Coloque um cavalo aqui dentro e “vê” quanto tempo ele dura, ele morre, fica louco. O único que suporta isso aqui é o ser humano.

Nesse momento, a cena do documentário era uma quadra, onde os presos tomavam seu banho de sonho. A grande maioria estava dando voltas, era um círculo uniforme, como baratas tontas após receberem uma baforada de inseticida, aparentavam desorientação.

“Porque prendemos se não dá certo?”


 Me ajudem a entender, responder ainda me foge a possibilidade.