Cuidado gafanhoto, quem muito
olha pouco canta. A joaninha tem o riso frouxo, tão fácil que chega a ser bobo.
Quem olha não vê, mas tem algo no ar, as nuvens são de algodão doce.
Quando ela começou o seu rodar,
ele fugiu, desconfiou que fosse feitiço e era. Ela se enredou no seu olhar,
perdeu o vermelho da carapaça, caiu.
Seguiram-se dias de expectativas,
cinzas. Ela perdeu a esperança, ele retornou ao seu bando, ambos perderam o
brilho, o sol parou de nascer.
[continua]
Nenhum comentário:
Postar um comentário