domingo, 8 de dezembro de 2013

Carta nº1



Cuidado gafanhoto, quem muito olha pouco canta. A joaninha tem o riso frouxo, tão fácil que chega a ser bobo. Quem olha não vê, mas tem algo no ar, as nuvens são de algodão doce.  

Quando ela começou o seu rodar, ele fugiu, desconfiou que fosse feitiço e era. Ela se enredou no seu olhar, perdeu o vermelho da carapaça, caiu. 

Seguiram-se dias de expectativas, cinzas. Ela perdeu a esperança, ele retornou ao seu bando, ambos perderam o brilho, o sol parou de nascer.


[continua]

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