A primeira sensação ao assistir
Windeck é pertencimento, se ver na TV é fantástico, mesmo que através das
lentes de outro país. Como viemos de lá, no fim está tudo em casa. Estou
encantada com o sotaque, fiz milhares de correlações com Salvador, já estou me
sentido luandense, talvez, por quase nunca ser a brasileira representada nas
novelas de cá.
Quem acompanha as tramas
nacionais, poderá perceber inúmeras similaridades, apesar da geografia, estamos
lidando com um produto melodramático e maniqueísta por natureza. Então
brasileiros, não se preocupem, vocês irão ver ricos e pobres, meninas
interesseiras e rapazes oportunistas, vilãs acompanhadas de suas trilhas
sonoras de filme de terror trash, mocinhas batalhadoras apaixonadas pelo galã (E
por falar em galã, o Celso Roberto, que faz Kiluanji Voss é
lindo, assim como o nome do seu personagem).
Mas o que me pegou mesmo foram as
músicas kuduro, semba, kizomba, zouk, uma festa de ritmos africanos que
contagiam até o mais incrédulo dançarino. Fui fisgada e sigo acompanhado, novas
resenhas virão.
Ps¹. As estampas africanas são
maravilhosas, quero todas.
Ps². Quero
conhecer Luanda.
Ps³. Kiluanji
é um dos nomes mais lindo que já vi.
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