sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Vendo Salvador pelos olhos de Windeck




A primeira sensação ao assistir Windeck é pertencimento, se ver na TV é fantástico, mesmo que através das lentes de outro país. Como viemos de lá, no fim está tudo em casa. Estou encantada com o sotaque, fiz milhares de correlações com Salvador, já estou me sentido luandense, talvez, por quase nunca ser a brasileira representada nas novelas de cá.

Quem acompanha as tramas nacionais, poderá perceber inúmeras similaridades, apesar da geografia, estamos lidando com um produto melodramático e maniqueísta por natureza. Então brasileiros, não se preocupem, vocês irão ver ricos e pobres, meninas interesseiras e rapazes oportunistas, vilãs acompanhadas de suas trilhas sonoras de filme de terror trash, mocinhas batalhadoras apaixonadas pelo galã (E por falar em galã, o Celso Roberto, que faz Kiluanji Voss é lindo, assim como o nome do seu personagem).

Mas o que me pegou mesmo foram as músicas kuduro, semba, kizomba, zouk, uma festa de ritmos africanos que contagiam até o mais incrédulo dançarino. Fui fisgada e sigo acompanhado, novas resenhas virão.


Ps¹. As estampas africanas são maravilhosas, quero todas.
Ps². Quero conhecer Luanda.

Ps³. Kiluanji é um dos nomes mais lindo que já vi.

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