terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Salvador não me roube mais, please!





Não adianta poetizar, pensar na Itapuã de Toquinho e Vinicius de Moraes ou nas águas da Amaralina cantada pelo Trio Nordestino, Salvador me rouba, me rouba descaradamente todos os dias e jamais haverá retorno, o mais triste é constatar que nada posso fazer..  me deixo roubar.

A cidade que nasci e amo por me proporcionar maravilhosas brisas rouba meu tempo, minha paciência, minha vivacidade, minha juventude e porque não, o meu amor por ela. São horas dentro de ônibus com pessoas que sequer sabem para que serve um fone de ouvido, com certeza é para fazer de colar, porque colocar no órgão vestibulococlear que não é (pesquisei no Pai Google).  

Todos os dias é um teste de paciência, resistência e amor. É fato que amo minha cidade, mas no momento não gosto muito dela. Quero minhas quase 5h no trânsito de volta, quero ler os livros, ouvir as músicas ou simplesmente fazer as minhas palavras cruzadas sem ter que ouvir qualquer ritmo que não seja do meu cérebro maquinando as respostas.

Não é questão de bom senso, é saúde mental, estou enlouquecendo!

Ps. A autora saiu correndo de forma desvairada, se alguém encontrar um ser com uma mochila cheia de livros, palavras cruzadas, água, biscoitos e uma cara de louca, favor encaminhar ao sanatório mais próximo. 

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