Não
adianta poetizar, pensar na Itapuã de Toquinho e Vinicius
de Moraes ou nas
águas da Amaralina cantada pelo Trio Nordestino, Salvador me rouba, me rouba descaradamente
todos os dias e jamais haverá retorno, o mais triste é constatar que nada posso
fazer.. me deixo roubar.
A
cidade que nasci e amo por me proporcionar maravilhosas brisas rouba meu tempo,
minha paciência, minha vivacidade, minha juventude e porque não, o meu amor por
ela. São horas dentro de ônibus com pessoas que sequer sabem para que serve um
fone de ouvido, com certeza é para fazer de colar, porque colocar no órgão vestibulococlear que não é (pesquisei no Pai Google).
Todos
os dias é um teste de paciência, resistência e amor. É fato que amo minha
cidade, mas no momento não gosto muito dela. Quero minhas quase 5h no trânsito
de volta, quero ler os livros, ouvir as músicas ou simplesmente fazer as minhas
palavras cruzadas sem ter que ouvir qualquer ritmo que não seja do meu cérebro
maquinando as respostas.
Não
é questão de bom senso, é saúde mental, estou enlouquecendo!
Ps.
A autora saiu correndo de forma desvairada, se alguém encontrar um ser com uma
mochila cheia de livros, palavras cruzadas, água, biscoitos e uma cara de
louca, favor encaminhar ao sanatório mais próximo.

Triste fato!
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