terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Esse cara é o Saramago



Ler qualquer coisa de Saramago é sempre uma dádiva, sua linguagem humana é comovente. Apesar do meu prazer pela leitura, conheci o autor através de um amigo, que há alguns anos pediu o livro “Caim” num amigo-secreto que participei.

A principio não dei muita importância, um tempo depois, com a ociosidade e sem perspectivas de bons livros para contemplar a minha insanidade de comprar pelo menos 1 por mês, cheguei a “Caim”, cheguei a José Saramago e foi amor à primeira vista. Ganhador do prêmio Nobel de Literatura em 1998, só o conheci a pouco, só há tão pouco tempo pude ver e ler o homem por trás de um nome.

Comecei por “Caim”, depois “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”, na sequência “As intermitências da Morte” e no finalzinho de 2012, ganhei a bela obra “Ensaio sobre a Cegueira”.

Chorei, fiquei depressiva, pensei em desistir. O livro “Ensaio sobre a Cegueira” é cruel, desesperador, me fez desacreditar no ser humano. Minha recomendação é que leia, se descabele e saia das páginas revigorada pela história de um dos melhores livros que já li na vida.

Para quem não conhece, o autor explica: "Este é um livro francamente terrível com o qual eu quero que o leitor sofra tanto como eu sofri ao escrevê-lo. Nele se descreve uma longa tortura. É um livro brutal e violento e é simultaneamente uma das experiências mais dolorosas da minha vida. São 300 páginas de constante aflição. Através da escrita, tentei dizer que não somos bons e que é preciso que tenhamos coragem para reconhecer isso." José Saramago fala sobre a obra “Ensaio sobre a Cegueira”.

Ps. O texto não tem por intenção ser profundo quem tiver interesse neste maravilhoso escritor tem uma enorme seara de livros para se dedicar, só desejo externar a minha admiração por Saramago. 


2 comentários:

  1. Só lendo pra saber a inexplicável sensação que te acompanha pós leitura..

    Completamente absorvida por 4 dias a ponto de perder o ponto 2x, chegar atrasada ao trabalho e dormir tarde pensando no que se passava na narrativa.

    Uma boa prática para repensar sobre a natureza humana...

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  2. Passei por isso muitas vezes, no que diz respeito a Saramago sempre acontece.

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