Venho batendo asas imaginárias
desde que nasci, busco e sonho com ninhos em outros mundos, com pássaros que me
mostrem como voar.
Quando ainda era só um ovo,
sonhava com a luz do sol e o vento que não sabia existir. Ao quebrar a casca,
descobri que ela não era tão dura quanto a vida de passarinho, em busca de um
lugar no banquete da vida, acabei por descobrir o óbvio, ser pássaro demora e alguns
até se cansam de tanto esperar.
Com o passar do tempo, os meus pássaros-pais
que tanto me protegiam, me disseram: - “passarinho um dia cria asas, virá
passarinho do mundo e desconhece quem lhe empurrou primeiro”! Não entendia,
cresci e passei a discordar.
Sei a quem devo meus primeiros
voos, quem curou a minha primeira asa quebrada e quem me guardou quando o
inverno apontou no céu. Devo e não faço questão de negar, devolvo tudo sempre
que posso, porque passarinho nunca será pássaro enquanto sonhar.
Como bom passarinho, gosto mesmo
é do meu ninho.
Ps¹. Favor não se prenderem aos
termos pássaro e passarinho como manda o Aurélio, é analogia boba, ou não!
Ps². Imagem do blog http://blogeupassarinho.wordpress.com
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