sábado, 1 de fevereiro de 2014

Pra não dizer que não falei do AMOR





Sou louca por melodrama, daqueles mexicanos com uma pegada de irreal aos mais atuais, tendo como referência a telenovela brasileira. Adoro romance, você poderia dizer “então leia livros”, mas eu leio, entretanto não são comparáveis, são gêneros diferentes que me causam emoções tão diferentes. E para a galera revoltada que acha TV e telenovela um serviço de alienação do “povo”, até porque o povo nunca sou eu, sempre é o outro, digo, não nego minha cultura, amo telenovela, não posso negar minhas origens, só me utilizo das muitas do Brasil. 

Com o passar dos anos e o avanços tecnológicos, mudei a minha forma de ver TV, pouco acompanho uma novela o tempo inteiro, muitas vezes acompanho só alguns personagens, sigo sua rotina na trama e sou feliz. Não assisti o final da trama de Walcir Carrasco, assisti ao final de Félix, do genial Mateus Solano, que conduziu uma história de renascimento da forma mais humana possível, um vilão que através do amor de uma simples vendedora de hot-dog superou o desamor do pai homofóbico. 

Apesar dos diversos comentários de quem esperava um beijo de língua, molhado e “real” – seja lá o que isso queira dizer – como espectadora do mundo, digo que foi lindo, chorei. Não é difícil me fazer chorar com melodrama, mas a forma que tudo foi construído, como o personagem que no início da trama teve coragem de jogar um recém-nascido numa caçamba de lixo, aceitou a regeneração, inclusive através das crianças de seu companheiro. E o amor dito, que é tão importante quanto o que demonstramos, por Cesar (Antônio Fagundes) na última cena é a confirmação de quem o personagem conseguiu transcender a casca de um pai orgulhoso, homofóbico e real. Porque os “Césares” estão em todas as instâncias e esquinas.  

Para a galera que já começou a comparar o beijo “simples” de Félix e Niko (Thiago Fragoso), com o da trama Amor e Revolução do SBT, eu peço, parem... são circunstâncias diferentes, aceitações distintas e acessibilidades desproporcionais.

consideramos justa toda forma de amor” - Lulu Santos

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