Passado o alvoroço do final de
semana feminazi no Enem, queria conversar com vocês rapazes, vamos discutir a
relação? Sei que muitos julgam esse termo como tipicamente feminino e excessivamente
chato,mas prometo, serão poucas palavras. Para começar, só queria lhes fazer
alguns questionamentos, no fim, que a reflexão seja pessoal.
1. Você
realmente acredita que feminista logo lésbica que teve problemas com homens?
Sério???
2. Assistir/ler
dia sim e outro também sobre mortes e violências sofridas pelas mulheres nos
meios de comunicação não te possibilita dissertar sobre essa temática atual e
necessária da nossa sociedade?
3. E
então, equiparidade para vocês seriam mulheres se predisporem a carregar sacos
de cimentos? Isso significa que a única coisa boa de ser homem é poder carregar
peso, será que vocês não estão se diminuindo?
4. Se
a frase começar com “eu não sou preconceituoso, mas..”, você realmente acredita
que precisa terminá-la?
5. Mas
a saia dela era curta, a maquiagem de vadia, era 1h da manhã e ela estava no
ônibus e depois fez um longo percurso a pé, porque eu não poderia assediá-la e após
recusa disparar xingamentos? Boy, você também não estava na rua? A rua é um espaço
só para os rapazes?
6. E
eu já usei pílula do dia seguinte umas duas vezes e ai, posso ser presa por
aborto agora? Será que meu ex-namorado que comprou será autuado pelo crime
comigo?
São questionamentos rasos que
muitos amigos irão concordar e outros acharão que mulher se faz de vítima, que
esse é o melhor papel que representamos, pois precisamos ser resgatadas pelo
primeiro macho que aparecer. Eu queria crer que a porcentagem escrota é minoria
(não consigo pensar em outra palavra), contudo, ouvimos relatos de pessoas
tidas como comuns, amigo do amigo que bebe cerveja toda sexta-feira e que solta
pérolas como; mas a roupa dela tava muito curta, feminista tem que apanhar
mesmo para aprender, isso é falta de sexo, ela deve ter dormido de calça jeans,
só podia ser lésbica essa feminista.
Acredito que a escolha do tema do
Enem é extremamente relevante para causa feminista no Brasil e se tem tantos
homens, escrevendo “não sou machista, mas..”, é porque ainda estamos no topo do
iceberg, mas vamos chegar lá. Como disse uma amiga que comunga das minhas
neuras, “quando der medo, nós damos as mãos e seguimos em frente”.
Então mulheres, aqui estou, me
deem as mãos!

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