Crédito: Empodere duas mulheres
Quando ele levantou a voz e proferiu um “você está psicótica”,
ela repensou tudo que já tinha descoberto até ali. A deslealdade não era o
único incômodo, ele pintou uma mulher que ela jamais fora, ele buscava redenção
e plantou uma semente de loucura.
Os dias foram passando, ela buscava forças, pois terminará a relação
de anos. Ao se olhar no espelho não via qualquer determinação para se reerguer,
passada uma semana, ele a convencia de que ambos se dependiam, a peleja interna
sedia, ela para lá corria e nos seus braços mais uma vez de amor ia morrer.
Apesar do afeto doente, eles transitavam entre a gente,
viviam a trocar sorrisos e espalhar sementes de amores sem amarras. Mas na
verdade, ele orbitava em volta delas, era a mesma história, a mesma psicose, as
mesmas cenas de romance destemperado. Sim, eram elas num temeroso plural, no qual
sediam, doavam suas vidas e energias. E antes mesmo do fim saíam secas, eram
terras arrasadas.
Ele no mesmo ambiente ficou, vergonha não passou e ainda
ousou questionar o porquê de tamanho rancor. Minhas irmãs resistam, não vale viver
nessa vida com uns restos de amor, elas sempre souberam, era mesmo um ator e a
farsa findou.
Passaram-se semanas, entre gritos, risadas e bebidas. Hoje
elas se cobram e se cuidam, juntas lutam pelo mesmo amor, o próprio, porque até
isso ele tirou.

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