segunda-feira, 11 de julho de 2016

Éramos quatro e só ele sabia



 Crédito: Empodere duas mulheres

Quando ele levantou a voz e proferiu um “você está psicótica”, ela repensou tudo que já tinha descoberto até ali. A deslealdade não era o único incômodo, ele pintou uma mulher que ela jamais fora, ele buscava redenção e plantou uma semente de loucura.

Os dias foram passando, ela buscava forças, pois terminará a relação de anos. Ao se olhar no espelho não via qualquer determinação para se reerguer, passada uma semana, ele a convencia de que ambos se dependiam, a peleja interna sedia, ela para lá corria e nos seus braços mais uma vez de amor ia morrer.

Apesar do afeto doente, eles transitavam entre a gente, viviam a trocar sorrisos e espalhar sementes de amores sem amarras. Mas na verdade, ele orbitava em volta delas, era a mesma história, a mesma psicose, as mesmas cenas de romance destemperado. Sim, eram elas num temeroso plural, no qual sediam, doavam suas vidas e energias. E antes mesmo do fim saíam secas, eram terras arrasadas.

Ele no mesmo ambiente ficou, vergonha não passou e ainda ousou questionar o porquê de tamanho rancor. Minhas irmãs resistam, não vale viver nessa vida com uns restos de amor, elas sempre souberam, era mesmo um ator e a farsa findou. 

Passaram-se semanas, entre gritos, risadas e bebidas. Hoje elas se cobram e se cuidam, juntas lutam pelo mesmo amor, o próprio, porque até isso ele tirou.

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