A novela de Maria Adelaide Amaral
chegou ao fim e despercebida. Foram seis meses de uma trama que prometia boas
histórias e decepcionou, foi broxante o desenrolar da maioria dos personagens, na
real ela só me conquistou na curta primeira fase, na sequência alguns
personagens chamavam atenção, mas bem vagamente.
Mas como a sexta tava bem
animada, assisti o último capitulo de A Lei do Amor e apesar de não esperar
muito, ainda assim fiquei me perguntando como a novela chegou ali, que trem descarrilado
com personagens morrendo para enxugar o leque de artistas e fins irrelevantes
através de mensagens no celular.
Creio que o ponto alto foi a
bendita revelação de Isabela/Marina, era de se esperar, mas vamos combinar que
Alice Wegmann nos fez especular, não os motivos ou os porquês de forjar sua
identidade, contudo, a forma maligna de conduzir sua tão bem planejada vingança
contra Tiago. Quando a cena do barco acabou, me senti iludida, esperava mais,
foi óbvio para o meu coração melodramático, não conseguia digerir aquele fim um
tanto previsível.
Só que ao reencontrar os
personagens na passagem de tempo da trama tudo fez muito mais sentido, as
palavras proferidas por Tiago e Isabela no ato da revelação foram de uma
realidade que me fez questionar se era só aquilo. Sim, a vingança da personagem
é “aceitável” dentro do que é humano, mas ao mesmo tempo ela sabia do risco da
perda e foi isso que ficou. Ela perdeu tanto ou mais do que as pessoas que atingiu, Tiago foi despedaçado, era um personagem corajoso, irradiava juventude
e acabou na lona da manipulação, um sub-humano pós descobrir que o seu amor foi
vil.
Aquele reencontro nas ruas
paulistas, com uma trilha que pedia um milagre foi um tabefe me dizendo que por
maior o amor, ele acaba e tudo bem também. Era uma relação linda, mas que não
vingou, vamos seguir em frente?

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