sábado, 23 de setembro de 2017

MEU CORPO NÃO É PÚBLICO!

                                        

Você trabalha, ganha seu dinheiro, resolve a maioria das suas questões, busca se dar bem consigo, respeita os outros e seus limites, pega ônibus a noite, já dividiu táxi com desconhecidos de madrugada, bebe quando está afim, e apesar de toda essa “independência” lhe dizem dia e noite que aquele espaço não lhe cabe, independe se toda coberta ou com pele a mostra.

Agora imagine você na rua, uma pessoa lhe vê, acha o seu físico bonito e por algum motivo que nem Freud explica, essa pessoa acredita que além de uma inspeção constrangedora de lhe olhar de cima a baixo, é preciso vociferar em voz alta o quanto lhe achou bonita, em nomes que optamos não repetir, que incluem adjetivos as nossas partes íntimas. E ainda tem os mais insistentes que pegam no seu braço, seu cabelo, no seu corpo, no MEU CORPO, MEU!!!

Agora imagine viver essa experiência TODOS OS DIAS, com roupa formal, trajes de banho, fardada, com amigas, sozinha, no verão, no inverno, no ônibus, no shopping, no trabalho, na aula. Pensou?

Prazer, essa ainda é a vida de uma mulher que se atreve a ocupar o espaço público sem a companhia de um homem.

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