Eles estavam deitados
no quarto, quando ela desatou a rir descontroladamente após repetirem a mesma “piada
de casal”, era quase uma encenação que ambos já sabiam como terminaria, mas
insistiam em repetir despreocupadamente. Eu estava na sala e também sorri ao
ouvir o sorriso dela, é de mostrar os dentes ouvir o riso da cumplicidade.
No mesmo momento
lembrei de você, de passar a mão pelo seu nariz e de você massagear minhas
costas como quem tempera desajustadamente um bife. A solidão não é uma escolha,
é uma condição estabelecida de autoconhecimento, que às vezes cansa e às vezes
revigora, nos últimos tempos nem tenho chamado de solidão, optei por estar em
liberdade de “corrida”.
Ando ou me arrasto
confusamente por ai, mas a cada riso que ouço dela aqui da sala, entendo!
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