Ler qualquer coisa de Saramago
é sempre uma dádiva, sua linguagem humana é comovente. Apesar do meu prazer
pela leitura, conheci o autor através de um amigo, que há alguns anos pediu o
livro “Caim” num amigo-secreto que participei.
A principio não dei muita
importância, um tempo depois, com a ociosidade e sem perspectivas de bons livros
para contemplar a minha insanidade de comprar pelo menos 1 por mês, cheguei a “Caim”,
cheguei a José Saramago e foi amor à primeira vista. Ganhador do prêmio Nobel
de Literatura em 1998, só o conheci a pouco, só há tão pouco tempo pude ver e
ler o homem por trás de um nome.
Comecei por “Caim”, depois
“O Evangelho Segundo Jesus Cristo”, na sequência “As intermitências da Morte” e
no finalzinho de 2012, ganhei a bela obra “Ensaio sobre a Cegueira”.
Chorei, fiquei depressiva,
pensei em desistir. O livro “Ensaio sobre a Cegueira” é cruel, desesperador, me
fez desacreditar no ser humano. Minha recomendação é que leia, se descabele e
saia das páginas revigorada pela história de um dos melhores livros que já li
na vida.
Para quem não conhece, o
autor explica: "Este é um livro francamente terrível com o qual eu quero
que o leitor sofra tanto como eu sofri ao escrevê-lo. Nele se descreve uma
longa tortura. É um livro brutal e violento e é simultaneamente uma das
experiências mais dolorosas da minha vida. São 300 páginas de constante
aflição. Através da escrita, tentei dizer que não somos bons e que é preciso
que tenhamos coragem para reconhecer isso." José Saramago fala sobre a obra
“Ensaio sobre a Cegueira”.
Ps. O texto não tem por
intenção ser profundo quem tiver interesse neste maravilhoso escritor tem uma
enorme seara de livros para se dedicar, só desejo externar a minha admiração
por Saramago.

Só lendo pra saber a inexplicável sensação que te acompanha pós leitura..
ResponderExcluirCompletamente absorvida por 4 dias a ponto de perder o ponto 2x, chegar atrasada ao trabalho e dormir tarde pensando no que se passava na narrativa.
Uma boa prática para repensar sobre a natureza humana...
Passei por isso muitas vezes, no que diz respeito a Saramago sempre acontece.
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