domingo, 22 de março de 2020



Oi pessoal, tudo bem com vocês? Como estão as coisas?

Essas duas frases tem sido ditas por mim num looping quase que diário, com amigos próximos ou distantes, é um tempo estranho, como não seria né!

Mas vamos ao motivo de estarmos aqui hoje - que é relativo já que a internet é quase eterna, enfim, mas estamos -, há algumas semanas tenho pensado em retomar a escrita nesse blog, eu sempre escrevi, sempre tive diários a vida todinha, mas quando a escrita também se tornou uma forma de pagar boletos as coisas passaram a ter outra perspectiva.

Escrever quando se sente algo ou até mesmo para registrar um acontecimento como em diários remete a não obrigação, traz a despreocupação dessa escrita poder ou não existir, é uma combinação sua com você mesmo. A partir do momento que você começa a escrever e a produzir conteúdo escrito seja para sites, redes sociais e por ai vai, mais do que descrever o que se sente você, precisa “descrever” também o que não se sente e ai mermã, a coisa muda e muito de figura.

Não me arrependo de trabalhar com a escrita, ainda é uma das minhas enormes paixões na vida, mas tem dias que essa paixão fica em casa e você precisa retorcer a sua existência para produzir releases, posts bem humorados em redes sociais ou até produzir reportagens com temáticas nem de longe antes passadas na sua vida. É mágica essa variação de coisas, claro que é, tem dias que a gente não consegue nem dizer nosso nome completo, tem também.

A escrita assim como em qualquer outra arte, ela é doação, na faculdade na nossa primeira experiência escrevendo para o Jornal da Facom me recordo do sofrimento ao reduzir os caracteres daquele texto que foi um enorme parto. O que quero dizer com isso, que muitas das oscilações desse blog se devem ao meu desencontro com o jornalismo, com as fases desgostosas que tivemos, com outras paixões sendo concebidas e experienciadas.

Mas então porque esse texto nasceu? Para dizer que mesmo antes desse isolamento social “presencial”, já vinha ensaiando um retorno a minha escrita por paixão. O que estive pensando há algumas semanas era em escrever textos num formato de cartas, fórmula com exatamente zero de novidades, mas que percebo ser a minha fase na vida. Minha gente.. tem uns florais e uma abertura espiritual fazendo estrago neste ser, isso é assunto para uma das cartas.

Não sei se as pessoas irão me acompanhar, contudo, essa escrita antes de qualquer coisa é para alimentar uma paixão que após turbulência retorna como um amor maduro, que decidiu se reinventar e coexistir independente das tempestades que estão por vir. Amigos se preparem, talvez eu me declare de forma melosamente não característica.

Texto escrito ouvindo Acabou Chorare – Novos Baianos -1972

2 comentários:

  1. Vida longa e próspera às ideias, pensamentos e sentimentos palavreados nessa sopa de letrinhas que é a vida!
    Go ahead sista!

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